sexta-feira, 11 de maio de 2007

Baixio das bestas

Quando perguntado sobre a reação do público a seu novo filme "Baixio das bestas", o diretor Cláudio assis responde: – Em Roterdã ou na França, não me lembro agora, assim que a sessão terminou, uma senhora de idade veio até mim e disse: “Filho, esse seu filme falha, mas ele é muito necessário”. Eu fiquei passado, não acreditei. Maravilha! Tem gente que vira a cara por menos. É a questão da visão. Ou você gosta de um filme chamado “Ó paí, ó” ou você gosta de “Baixio das bestas”. Não dá para você gostar dos dois. Algumas pessoas, na morte do boi em “Amarelo manga”, viram a cara. Mas quando Fassbinder [cineasta alemão] mata dez bois, vinte bois, vira cult. Aqui, se a gente faz isso é violento. Mas o Tarantino [cineasta americano] sangra, arranca a cabeça de todo mundo, e ele é cult. Aqui, a gente mostra a realidade, mostra uma violência humana, dizem que a gente é violento. Não entendo isso.

Não farei nenhum comentário sobre o filme , pois não assisti ainda. Vou correndo pro cinema da fundação...

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